Publicado por
Nazareno Albuquerque
| 10 Mar 2010 - 17:08 |
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Um Outro Olhar
Terapia democrática
A lista pode chegar a milhares de reais: diárias hospitalares, médicos clínicos, cirurgiões, anestesistas, medicamentos, refeições, corpo de enfermeiros que num hospital particular custa os olhos da cara. Nem pensar nessa conta, em caso de o prezado leitor negligenciar o “salgadíssimo” plano de saúde. Mas na rede pública é tudo grátis, com atendimento de profissionais com cursos de especialização e alta competência, como é reconhecidamente o corpo de médicos do César Cals.
A prática bem que podia se estender pelo Brasil afora. Pessoas que conseguem internato no Hospital das Clínicas, de São Paulo, nos Hospitais da Universidade de São Paulo ou aqui, no Ceará, na Maternidade Assis Chateaubriand, da Universidade Federal, não têm a menor idéia de quanto o Estado investe para dar saúde, ministrando medicamentos que custam milhares de reais, como ocorre em tratamentos como HIV e câncer. Tudo bem que o dinheiro não é do Estado, é nosso, dos contribuintes que pagam impostos. Mas a informação tem um cunho pedagógico, a de o cidadão de menor renda saber que a sua saúde não cai do céu, e por isso mesmo pode tornar-se participante do processo, contribuindo para a qualidade dos serviços e respeitando pelo menos aqueles que, como servidores públicos, cuidaram bem da sua saúde. Parabéns aos gestores do Hospital César Cals pela iniciativa. É assim que se constrói uma democracia para todos.